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terça-feira, 2 de abril de 2013

As religiões cultuadas na Índia



A Fé religiosa segundo os Indianos

Hinduísmo

Tendo sua origem remontada ao ano de 1500 a . C., a religião hinduísta foi estabelecida pelos invasores arianos da Índia. Os textos védicos antigos descreviam um universo cercado de água. No período dos arianos, ou árias (homens), a explicação de suas divisões sociais era encontrada nos Vedas: da cabeça do deus primordial saíram os brâmanes (casta social dominante), dos braços saíram os guerreiros, das pernas os produtores e dos pés os servos (não-árias, ou "não-homens"). O mundo, conforme a concepção desta época, foi formado a partir da organização, por força divina, de um caos preexistente.
No sistema religioso hinduísta atual há uma série de ramificações, que geraram crenças e práticas diversas, assim como há muitos deuses e muitas seitas de diversas características. O Hinduísmo tem sua ênfase no que seria o modo correto do viver (dharma). Os cultos hinduístas são realizados tanto em templos e congregações quanto podem ser domésticos. A cerimônia mais comumente realizada é relativa à oração (puja). A palavra "Om", representa a vibração original, uma vibração que transcende o início, o meio e o fim de todas as coisas, vinculando-se, desta maneira, à imagem da própria divindade. Os códigos sagrados do Hinduísmo são: os Vedas, consistindo em escrituras que incluem canções, hinos, dizeres e ensinamentos; o Smriti, escrituras tradicionais que incluem o Ramayana, Mahabarata, e o Bhagavadgita.
O Hinduísmo é a religião atualmente predominante na Índia (pouco mais de 80% da população).


 Islamismo

Segundo dados estatísticos, o Islamismo é a religião que mais rapidamente ganha adeptos na atualidade. A origem do Islamismo é remontada ao século VII d. C. com as revelações de Alá ao profeta Maomé. A religião reconhece Alá como seu único deus, assim como reconhece em Maomé o legítimo profeta de seu deus. Os textos sagrados islâmicos são: o Alcorão, obra que contém as revelações de Alá a Maomé; o Hadith, contendo os pensamentos e as ações de Maomé; o Sunnah, conjunto de regras de conduta a ser seguido pelos islâmicos.
Duas vertentes são reconhecidas no Islamismo : os sunitas (o maior e mais ortodoxo grupo islâmico, constituindo maioria religiosa em países como o Iêmen e a Arábia Saudita, entre muitos outros) reconhecem a sucessão de Maomé por Abu Bakr e pelos três califas que o seguiram; os xiitas reconhecem a sucessão de Maomé por Ali, seu sobrinho. Os símbolos mais importantes para os islâmicos são a família e a mesquita, os elementos centrais da vida dos seguidores do Islamismo. As práticas religiosas são fundamentais, como por exemplo as cinco preces diárias a Alá; há também o dever para com os necessitados de se oferecer uma parte dos bens; durante a data do Ramadan, entre o amanhecer e o entardecer, há a obrigação do jejum; todos os seguidores da religião, pelo menos uma vez em sua vida, devem realizar a peregrinação à cidade de Meca, simbolizando a própria peregrinação de Maomé à esta cidade.


 Cristianismo

Muitas doutrinas cristãs diferenciadas entre si surgiram desde as primitivas comunidades cristãs. A origem destas comunidades se deu em plena expansão do Império Romano. Como o Imperador romano era a também a figura religiosa máxima do Império, quaisquer seitas eram prejudiciais ao seu poder absoluto. Desta forma, as comunidades cristãs deste período foram perseguidas. No entanto, mais tarde, o Império Romano adotaria as crenças cristãs como sua religião oficial, ocorrendo assim a fundação da Igreja de Roma. A partir desta, originaram-se as diversas doutrinas cristãs.
Com a excomunhão do Patriarca de Constantinopla pelo Papa, em 1054, gerou-se um cisma e, como conseqüência, a fundação de uma outra doutrina, a Igreja Ortodoxa , cuja concentração de fiéis localiza-se mais ao leste europeu e porções centrais ao longo do continente asiático. Por outro lado, séculos mais tarde, a Reforma, desencadeada por Martinho Lutero, foi um movimento de contestação aos preceitos religiosos e à própria organização clerical católica. Assim, surgiram diversas doutrinas, sob a ordem do protestantismo. Ao longo dos tempos, foram várias as religiões originadas a partir desta ramificação (Igreja Luterana, Igreja Metodista, Igreja Presbiteriana, Igreja Anglicana etc.).
O marco fundamental da origem do cristianismo refere-se ao nascimento de Jesus Cristo. Uma série de feitos miraculosos são vinculados à figura de Jesus. Neste período, a disseminação da religião pelas camadas mais populares se deveu à dedicação nas pregações realizadas pelos doze apóstolos de Cristo (André, Bartolomeu, Felipe, Jaime, Jaime filho de Alfeu, João, Judas Iscariotes, Judas Tadeu, Mateus, Pedro, Tadeu e Tomás). Mas a grande expansão cristã deu-se, séculos mais tarde, com a própria expansão colonial dos povos cristãos europeus colonizadores, que levaram a fé cristã para além-mar, no período das Cruzadas. No Brasil, a fé cristã foi trazida inicialmente pelos primeiros catequizadores da Companhia de Jesus.
O calendário internacional toma o nascimento de Jesus Cristo como marco referencial para a contagem dos anos. As datas cristãs comemoradas são o Natal (nascimento de Jesus Cristo), o Dia de Reis, a Quaresma e a Páscoa. A Ascensão e os Pentecostes também constituem datas comemorativas, embora sejam mais difundidas apenas entre os seguidores de algumas das doutrinas originadas do Cristianismo.
A Bíblia Sagrada, constituindo a obra central para o Cristianismo como um todo, encerra as idéias fundamentais da crença. O Cristianismo baseia-se na crença monoteísta, ao contrário das crenças contemporâneas à sua origem. Segundo a religião, Deus é o criador de todas as coisas no Universo, tendo criado o mundo em sete dias (Gênese). As religiões cristãs preconizam o amor a Deus e ao próximo, conforme os ensinamentos de Jesus. Acredita-se na ressurreição de Cristo, e é estabelecido o conceito da Santa Trindade, em que Deus é pai, Jesus Cristo o filho, e o Espírito Santo a presença contínua de Deus na Terra.


Sikhismo

A palavra "Sikh" significa "disciplina". Não há uma hierarquização na organização clerical da religião. Os cultos são realizados nos templos, onde hinos de louvor são cantados e orações matinais são feitas. A figura do guru significa, para os sikhistas, o guia dos seguidores para sua libertação (Moksa). Os sikhistas adotam como textos sagrados o Guru Grant Sahib e o Janam-Sakhis, ou "Histórias da Vida", escrito 80 anos após a morte de Nanak, o fundador da religião (cuja origem é remontada à Índia do século XV).



 Budismo

O Budismo originou-se nos fins do Período Bramânico na Índia, que se estendeu aproximadamente entre os séculos IX e III antes de Cristo. Tal período pode ser subdividido entre um período bramânico ortodoxo (período de predominação dos Bramanas), um período bramânico desviante (do qual originaram-se as Upanisadas) e período das heterodoxias. Este último dá lugar à origem do jainismo e do budismo. De uma maneira geral, o budismo prega um caminho de libertação e salvação mais individualizado.
No decorrer de sua existência, a crença budista subdividiu-se em duas correntes: o Budismo Theravada, mais próximo da origem dos ensinamentos budistas (prega um único caminho para a redenção: esforço e disciplina), e o Budismo Mahayana (predominante, por exemplo, em países como o Butão, país sob regime monárquico constitucional, e na Coréia do Sul), do qual geraram-se doutrinas como a Bodhisattva e o Zen-Budismo, esta última possuindo foco de concentração no Japão (embora neste último país predomine a religião xintoísta). O Budismo, de modo geral, é organizado sob um sistema monástico.
O principal livro sagrado budista consiste no Tripitaka, livro compartimentado em três conjuntos de textos que compreendem os ensinamentos originais de Buda, além do conjunto de regras para a vida monástica e ensinamentos de filosofia. A corrente do Budismo Mahayana ainda reconhece como códigos sagrados os Prajnaparamita Sutras (guia de sabedoria), o Lankavatara (revelações em Lanka) e o Saddharmapundarika (leis). A crença budista toma a reencarnação como verdade. O sistema budista de crença é baseado em quatro princípios ou verdades fundamentais: o sofrimento sempre se faz presente na vida; o desejo é a causa crucial do sofrimento; a aniquilação do desejo leva à aniquilação do próprio sofrimento; a libertação individual é atingida através do Nirvana. O Nirvana contraria-se à idéia do Samsara (o ciclo de nascimento, existência, morte e renascimento). Para os budistas, o caminho da libertação e atingido a partir do momento em que o ciclo do Samsara é quebrado. O rompimento do ciclo da vida é justamente o Nirvana, o qual pode ser alcançado através de passos: a compreensão correta, o pensamento correto, o discurso correto, a ação correta, a vivência correta, o esforço correto, a consciência correta, a concentração correta. Todos estes passos são perseguidos através da auto-disciplina e da meditação, além de exercícios espirituais.
O Budismo foi fundado na Índia em aproximadamente 528 a.C. pelo príncipe Sidarta Gotama, o Buda (o Iluminado, cuja existência se estendeu aproximadamente de 563 a 483 a.C.), Hoje em dia, a maior concentração de seguidores budistas localiza-se na região do leste asiático). A Índia atual, na verdade, possui grande maioria hinduísta (pouco mais de 80% de sua população total).

Jainismo

Em sua origem, o Jainismo constituiu, ao lado do Budismo, uma vertente surgida no período das heterodoxias decorrentes da tradição bramânica na Índia. No decorrer de sua existência, a religião separou-se em duas vertentes: a Svetambara, que segue os cânones das escrituras que contêm os sermões e diálogos de Mahavira; e o Digambara, que acredita que os ensinamentos originais foram perdidos, mas a mensagem original é preservada. Os textos sagrados do Jainismo são: os Culika-sutras, que se dirigem à natureza da mente e do conhecimento; os Chedra-sutras, que contêm as regras do ascetismo para os monges jainistas; o Ágama, texto especificamente seguido pela vertente Svetambara, considerando este texto como uma coleção de diálogos do próprio Mahavira. O sistema monástico regido por regras de ascetismo caracteriza a organização jainista. Além do ascetismo, outras regras devem ser seguidas: devoção à "tarefa" por toda a existência, abstenção total de posses pessoais, celibato e recusa do ato sexual, nunca prejudicar quaisquer seres vivos, nunca mentir e nunca roubar.
A origem do Jainismo é remontada à Índia do século VI a. C., cuja fundação foi desencadeada por Vardhamana Mahavira.


Fé segundo o Budismo



A Fé segundo o Budismo

O Corpo de Fé
Retirado do livro




No budismo, considera-se a fé como uma fonte de energia. Com fé, com a energia da fé, vocês estão mais vivos, mais bem-dispostos. Mas fé em quê? Esta é a questão. Quando vêem ou ouvem alguma coisa, podem estar convencidos de ser algo verdadeiro, bom e bonito. De repente, têm fé naquilo. Mas estejam atentos porque o objeto desta fé talvez não esteja ali por muito tempo. Podem perder a fé algumas horas8u dias depois, porque o que viram ou ouviram não foi uma percepção correta. Quando vocês põem a crença em prática, descobrem que ela não funciona e assim perdem a fé. Quando põem a crença em prática, descobrem que ela funciona, no entanto, pouco mais tarde, quando tentam fazer novamente a mesma coisa, não surte efeito e, mais uma vez, perdem a fé. Por quê? A resposta é que a fé é uma coisa viva. A fé precisa crescer e se desenvolver A fé limitada apenas a um conceito será como um objeto inanimado. Quando partimos de um conceito e nos mantemos presos a ele como o objeto da nossa fé, arriscamo-nos, mais tarde, a perder a fé.
Fé tem a ver com compreensão e saber. Suponhamos que você vê alguém fazendo tofu. Você acredita não ter perdido nenhum detalhe, então tem fé que pode fazer tofu sozinho. Junta todos os ingredientes e tenta fazer tofu, mas não dá certo. Você não é capaz de fazê-lo. De modo que retorna à pessoa, pedindo que lhe ensine de novo. Agora você faz o tofu na presença dela, assegurando-se de que tudo foi feito da maneira correta. Depois de bem-sucedido, você adquire a fé que o ajudará a conseguir fazê-lo. Diz a você mesmo que nada nem ninguém podem abalar a sua fé na habilidade para fazer tofu. Talvez acredite que o seu modo de fazê-lo seja o único ou o melhor Um ou dois anos depois, no entanto, você conhece uma pessoa que faz tofu de maneira muito diferente e ainda mais saboroso. Você aprende mais e aperfeiçoa a própria arte. A sua fé é algo vivo. Depende da sua atenção para ver e compreender
Nos meios budistas, as pessoas falam sobre libertar-se do conhecimento. Quando você sabe alguma coisa, atém-se ao seu conhecimento. Não está disposto a libertar-se dele e isso se torna um obstáculo no caminho da prática. No budismo, o conhecimento pode ser considerado um obstáculo. Muitas pessoas tentam acumular conhecimento, e um dia talvez entendam que o que possuem tornou-se um obstáculo à sua compreensão. A palavra em sânscrito para "conhecimento como obstáculo" é jneyavarana.
Saber e compreender são duas coisas totalmente diferentes. Quando subimos uma escada, a não ser que abandonemos o degrau inferior, não conseguiremos subir ao próximo, mais elevado. O mesmo se aplica ao conhecimento. Se você não estiver disposto a se livrar do seu conhecimento presente, não conseguirá obter um nível mais profundo sobre a mesma coisa. A história da ciência o comprova. Você descobre algo novo que o ajuda a obter um melhor entendimento. Está consciente de que algum dia terá que abandonar aquilo para descobrir uma coisa mais profunda e de nível mais elevado. O ensinamento budista de libertação do conhecimento é muito importante.
O processo de aprender e compreender tem a ver com a fé. Quando se abandona um conceito, uma compreensão, a fé aumenta. Precisam livrar-se do tipo de budismo que aprenderam quando tinham vinte anos de idade. A noção de Buda que tinham aos quinze ou vinte anos de idade é bastante diferente do seu conceito atual, quando a compreensão é mais profunda e mais próxima da realidade. Mas vocês sabem que precisam se libertar de todos os conceitos para conseguir aprofundar o seu entendimento sobre Buda.
Em função da compreensão, a fé também sofre mudanças. A fé é algo vivo que se alimenta da compreensão. Este é um fato muito importante que não devemos, de forma alguma, esquecer Se nos prendermos a um conceito ou se acreditarmos que aquilo é a verdade mais elevada, estaremos perdidos. Se acreditarem que o que sabem é o pico mais elevado do conhecimento humano, estarão perdidos. Esta espécie de crença não é considerada correta.
E necessário que estejam dispostos a abandonar os conceitos sobre Deus, a maneira como entendem Jesus e como compreendem o Buda. Sabem que para subir uma escada precisam abandonar o degrau mais baixo para chegar ao próximo. Sabem que, apesar de tê-lo abandonado, ele os serviu. Foi-lhes útil no processo de aprendizado e prática.
Como vocês precisam crescer na vida espiritual, não podem se manter presos a uma idéia. Suponhamos que estejam em perigo ou com problemas e não saibam o que fazer. Ajoelham-se e rezam a Deus, ou a Avalokitesvara, o Bodhisattva da Atenção Compassiva. Subitamente, tudo se resolve e vocês acreditam no poder da oração. Pode acontecer que nada funcione na próxima vez em que estiverem com os mesmos problemas e se ajoelharem para orar. Nesse caso, perderão a fé em Deus ou no Bodhisattva Avalokitesvara. Esta é uma oportunidade para examinarem a própria compreensão e maneira de rezar. Perder a fé não é agradável e motivo de muito sofrimento. Buda nos alertou diversas vezes que precisamos ter cuidado quanto ao nosso conhecimento.

Fé Islâmica




A Fé segundo o Islamismo

Artigos de Fé do Islamismo 

O Islamismo crê que existe um só Deus verdadeiro, e seu nome é Alá
Alá não é um Deus pessoal, santo ou amoroso, pelo contrário, está distante e indiferente mesmo de seus adeptos. Suas ordens expressas no Corão são imperativas, injustas e cruéis. Segundo Maomé, ele é autor do bem e do mal. Num dos anais que descreve as mensagens de Alá para Maomé, ele diz: “Lutem contra os judeus e matem-nos”. Em outra parte diz: “Oh verdadeiros adoradores, não tenha os judeus ou cristãos como vossos amigos. Eles não podem ser confiados, eles são profanos e impuros”.

O Islamismo crê erroneamente em anjos
Segundo eles, Gabriel foi quem transmitiu as mensagens de Alá para Maomé. É ensinado que os anjos são inferiores aos homens, mas intercedem pelos homens.

O Islamismo crê que exista um só livro sagrado dado por Alá, o Corão, escrito em Árabe
Os muçulmanos creêm que Alá deu uma série de revelações, incluindo o Antigo e Novo Testamentos, que é chamado de Corão. Segundo eles, as antigas revelações de Alá na Bíblia foram corrompidas pelos cristãos, e, por isso, não são de confiança.

O Islamismo crê que Maomé é o último e o mais importante dos profetas
Conforme o Islamismo, Alá enviou 124,000 profetas ao mundo, apesar de unicamente trinta estarem relacionados no Corão. Os seis principais foram:
  • Profeta Adão, o escolhido de Alá
  • Profeta Noé, o pregador de Alá
  • Profeta Abraão, o amigo de Alá
  • Profeta Moisés, o porta-voz de Alá
  • Profeta Jesus, a palavra de Alá
  • Profeta Maomé, o apóstolo de Alá
Islamismo crê na predestinação do bem e do mal
Tudo o que acontece, seja bem ou mal, é predestinado por Alá através de seus decretos imutáveis.

O Islamismo crê que haverá o dia da ressurreição e julgamento do bem e do mal
Neste grande dia, todos os feitos do homem, seja bem ou mal, serão colocados na balança. Os muçulmanos que adquiriram suficientes méritos justos e pessoais em favor de Alá irão para o céu; todos os outros irão para o inferno.

Cinco Colunas do Islamismo 
A vida religiosa do muçulmano tem práticas bastante rigorosas, as quais são chamadas de “Colunas da Religião”.

Recitação do credo islâmico: Não existe nenhum deus além de Alá e Maomé, o seu profeta.
Preces cotidianas: chamadas de slãts, feitas cinco vezes ao dia, cada vez em uma posição diferente (de pé, ajoelhado, rosto no chão, etc), e virados em direção à Meca. A chamada para a oração é feita por uma corneta, denominada de muezim, desde uma torre chamada de minarete, a qual faz parte de um santuário ou lugar público de adoração conhecido como mesquita.
Observação do mês de Ramadã: o qual comemora a primeira revelação do Corão recebida por Maomé. Durante um mês, as pessoas jejuam desde o nascer até o pôr do sol. Segundo eles, os portões do paraíso abrem, os do inferno fecham, e os que jejuam têm seus pecados perdoados.
Pagamento do zakat: imposto anual de 2.5% do lucro pessoal, como forma de purificação e ajuda aos pobres. Também ofertam para a riquíssima Liga Muçulmana.
Peregrinação para Meca: ou Hajj, ao lugar do nascimento de Maomé, na época de Eid el Adha (festa islâmica que rememora o dia em que o profeta Abraão aceitou a ordem de sacrificar um carneiro em lugar de seu filho), pelo menos uma vez na vida por todo muçulmano dotado de condições físicas e econômicas.
O Jihad, ou guerra santa: é a batalha por meio da qual se atinge um dos objetivos do islamismo, que é reformar o mundo. Qualquer muçulmano que morra numa guerra defendendo os direitos do islamismo ou de Alá, já tem sua vida eterna garantida. Por esta razão, todos que tomam parte dessa “guerra santa”, não têm medo de morrer ou de passar por nenhum risco.

Verdades Bíblicas 

Deus: Cremos em um só Deus, eternamente subsistente em três pessoas distintas, o Pai, o Filho e o Espírito Santo, Dt 6.24; Mt 28.19; Mc 12.29.

Jesus: Cremos no nascimento virginal de Jesus, em sua morte vicária e expiatória, em sua ressurreição corporal de entre os mortos, e em sua ascensão gloriosa aos céus, Is 7.14; Lc 1.26-31; 24.4-7; At 1.9.

Espírito Santo: Cremos no Espírito Santo como terceira pessoa da Trindade, como Consolador e o que convence o homem do pecado, justiça e do juízo vindouro. Cremos no batismo no Espírito Santo, que nos é ministrado por Jesus, com a evidência de falar em outras línguas, e na atualidade dos nove dons espirituais, Jl 2.28; At 2.4; 1.8; Mt 3.11; I Co 12.1-12.

Profissão de Fé: Para uma mais ampla informação sobre a doutrina bíblica fundamental, acesse aqui a Profissão de Fé da Igreja Pentecostal Betânia e do Sepoangol World Ministries.

Fé Mulçumana

Fé em Deus conforme a conduta Mulçumana


O Muçulmano acredita em um Deus Único, Supremo e Eterno, Infinito e Poderoso, Clemente e Misericordioso, Criador e Sustentador. Para ser efetiva está crença exige completa confiança e esperança em Deus, submissão voluntária à vontade d'Ele e confiança na Sua Misericórdia. Isso confere dignidade ao homem e salva-o do medo e do desespero, do pecado e da confusão. 

Nos Profetas:
Ele acredita em todos os Profetas de Deus sem distinção alguma entre eles, tais Mensageiros eram notáveis propagadores do bem e verdadeiros campeões da justiça. Cada um deles foi escolhido pôr Deus para ensinar e transmitir à humanidade a Sua Divina Mensagem.

Nos Anjos:
Sendo Deus invisível à percepção física, era necessário haver algum meio de contato entre o homem e Ele; do contrário, não seria possível seguir a vontade divina.Deus é o Criador, não apenas dos nossos corpos, mas de todas as nossas faculdades, que são diversas, e cada um capaz de uma certa evolução. 
Foi Ele quem muniu de intuição, de consciência moral, e com meios de que nos valemos para nos orientar pelo caminho reto. O mais alto nível de contato, o meio mais seguro e infalível de comunicação entre o homem e o seu Criador é chamado, pelo Profeta Muhammad (que a Paz e a Bênção de Deus estejam sobre ele), de ''Wahi''.
Está não é uma inspiração comum, mas sim, a verdadeira revelação, feita ao homem pelo Senhor, uma comunicação celestial. O homem é matéria; Deus, pelo contrário, está acima até do espírito, e, portanto, é inacessível a qualquer contato físico direto com o homem. Deus é Onipresente, e como diz o Alcorão 50ª Surata, versículo 16; "está mais perto dele do que a sua veia jugular''.
Mesmo assim, não há qualquer contato físico, portanto, é um Anjo, portador da mensagem celestial, mensageiro que serve de intermediário ou de canal de comunicação da mensagem de Deus ao Seu agente ou mensageiro humano, ou seja os Profetas. Ninguém além do Profeta, recebe tal revelação, pôr intermédio de um mensageiro celestial. 
O fruto da crença nos Anjos, incrementa o sentimento da grandeza de Deus e a conscientização de Sua misericórdia, porque delegou aos Anjos pedirem pêlos crentes e pedirem indulgência pôr eles. A pessoa se afastará, à medida do possível de desobediência, quando recorda que eles registram tudo quanto ele diz ou faz.
O verdadeiro Muçulmano crê nos Anjos de Deus, estes são seres esplêndidos e puramente espirituais, cuja natureza não necessita de alimento, bebida ou sono. Eles passam o dia e a noite ao serviço de Deus, são numerosos, e cada um deles tem o seu cargo e um certo dever, se nós não podemos ver os Anjos a olho nu, isso não nega a existência e a realidade deles.
Há, no mundo, muitas coisas invisíveis à vista ou insensíveis aos sentidos e, no entanto, acreditamos na existência delas, há lugares que nunca vimos e coisas, como o gás ou o éter, que não podemos ver a olho nu, nem tocar, nem provar ou ouvir; e no entanto reconhecemos a existência deles. A crença nos Anjos deriva do principio Islâmico que diz que ''o conhecimento e a verdade não se limitam só ao conhecimento sensorial ou à percepção sensorial.''




sexta-feira, 15 de março de 2013

Qual é a Sua Fé?


A definição de Fé segundo a Wikipedia:


 (do Latim fides, fidelidade e do Grego pistia[1] ) é a firme opinião de que algo é verdade, sem qualquer tipo de prova ou critério objetivo de verificação, pela absoluta confiança que depositamos nesta idéia ou fonte de transmissão.









A FÉ NA UMBANDA

Rubens Saraceni 

                 A Umbanda é uma religião eminentemente espiritista e espiritualizadora. Portanto, a fé 
professada pelos seus praticantes, médiuns em sua maioria, exige uma crença forte 
em Deus e na existência do mundo espiritual que interage o tempo todo com o plano 
material. Analogicamente, podemos comparar a crença umbandista à do cristianismo, 
que tem em Deus o Criador Supremo (Olodumare ou Olorum) e em Jesus o seu maior 
mistério (sincretizado com Oxalá). Mas, tal como no cristianismo há as coortes de 
anjos, arcanjos, querubins, serafins, etc., na Umbanda há hierarquias de Orixás 
(Ogum, Xangô, Oxóssi, Iemanjá, Oxum, Iansã, etc.) que têm funções análogas, ainda 
que sejam enfocadas e cultuados segundo rituais próprios. 
Para entender a fé na Umbanda é preciso mergulhar fundo em sua essência religiosa, 
porque um umbandista convicto não é uma pessoa contemplativa e interage o tempo 
todo com o mundo espiritual e também com o universo divino, já que é, em si um 
templo vivo e através do qual os Sagrados Orixás manifestam Suas vontades. A fé, na 
Umbanda, é mais que uma questão de crença. É um verdadeiro ato de fé, pois um 
umbandista é o meio natural por onde a religião flui com intensidade e mostra-se em 
toda a sua grandeza e divindade, ainda que de forma simples e adaptável às 
condições do seu adepto. 
A fé, na Umbanda, transcende e torna-se um estado de espírito através do qual são 
realizadas as engiras ou sessões de atendimento das pessoas necessitadas de auxílio 
espiritual e de orientação doutrinária e religiosa. Fé, na Umbanda é sinônimo de 
trabalho em prol do próximo, de evolução consciencial e transcendência espiritual para 
os seus adeptos e seus médiuns praticantes. A fé é ensinada como a integração da 
pessoa ao seu Orixá Regente, que é sua ligação superior com Deus, com Oludumare, 
o Senhor do nosso destino e da nossa vida. Crer em Deus e nos Seres Divinos 
manifestadores dos Seus Mistérios Sagrados é natural nos umbandistas e dispensa 
maiores esforços nesse sentido, já que a mediunidade é o meio mais rápido de 
integração com Ele e Seus manifestadores, os Orixás. 
A Umbanda é Sagrada porque é uma religião onde os mistérios de Deus têm uma 
feição humanitária e estão voltados para nossa evolução e nosso amparo espiritual, 
assim como de todas as pessoas que frequentam seus templos, também 
denominados de tendas. Cremos em um Criador Supremo; cremos na existência das 
hierarquias divinas; cremos na manifestação dos Sagrados Orixás através da 
incorporação de suas vibrações mentais; cremos na existência do mundo espiritual; 
cremos na interação deste mundo superior com o nosso mundo material. 
Enfim, a fé, na Umbanda é mais que uma questão de crença, é um estado de espírito 
e é muito mais que o ato de crer em Deus, é o ato de realizar-se Nele, enquanto seres 
espirituais gerados por Ele, o Senhor Olorum, o nosso Divino Criador! 




A Fé segundo Evangelho Espirita Allan Kardec


 E depois que veio para onde estava a gente, chegou a ele um homem que, posto de joelhos, lhe dizia: Senhor, tem compaixão de meu filho, que é lunático e padece muito; porque muitas vezes cai no fogo, e muitas na água. E tenho-o apresentado a teus discípulos, e eles o não puderam curar. E respondendo Jesus, disse: Ó geração incrédula e perversa, até quando hei de estar convosco, até quando vos hei de sofrer? Trazei-mo cá. E Jesus o abençoou, e saiu dele o demônio, e desde àquela hora ficou o moço curado. Então se chegarão os discípulos a Jesus em particular e lhe disseram: Por que não pudemos nós lançá-lo fora? Jesus lhes disse: Por causa da vossa pouca fé. Porque na verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá, e ele há de passar, e nada vos será impossível. (Mateus, XVII: 14-19).

2 – É certo que, no bom sentido, a confiança nas próprias forças torna-nos capazes de realizar coisas materiais que não podemos fazer quando duvidamos de nós mesmos. Mas, então, é somente no seu sentido moral que devemos entender estas palavras. As montanhas que a fé transporta são as dificuldades, as resistências, a má vontade, em uma palavra, que encontramos entre os homens, mesmo quando se trata das melhores coisas. Os preconceitos da rotina, o interesse material, o egoísmo, a cegueira do fanatismo, as paixões orgulhosas, são outras tantas montanhas que atravancam o caminho dos que trabalham para o progresso da humanidade. A fé robusta confere a perseverança, a energia e os recursos necessários para a vitória sobre os obstáculos, tanto nas pequenas quanto nas grandes coisas. A fé vacilante produz a incerteza, a hesitação, de que se aproveitam os adversários que devemos combater; ela nem sequer procura os meios de vencer, porque não crê na possibilidade de vitória.

3 – Noutra acepção, considera-se fé a confiança que se deposita na realização de determinada coisa, a certeza de atingir um objetivo. Nesse caso, ela confere uma espécie de lucidez, que faz antever pelo pensamento os fins que se têm em vista e os meios de atingi-los, de maneira que aquele que a possui avança, por assim dizer, infalivelmente. Num e outro caso, ela pode fazer que se realizem grandes coisas
A fé e verdadeira é sempre calma. Confere a paciência que sabe esperar, porque estando apoiada na inteligência e na compreensão das coisas, tem a certeza de chegar ao fim. A fé insegura sente a sua própria fraqueza, e quando estimulada pelo interesse torna-se furiosa e acredita poder suprir a força com a violência. A calma na luta é sempre um sinal de força e de confiança, enquanto a violência, pelo contrário, é prova de fraqueza e de falta de confiança em si mesmo.

– Necessário guardar-se de confundir a fé com a presunção. A verdadeira fé se alia à humildade. Aquele que a possui deposita a sua confiança em Deus, mais do quem em si mesmo, pois sabe que, simples instrumento da vontade de Deus, nada pode sem Ele. E por isso que os Bons Espíritos vêm em seu auxílio. A presunção é menos fé do que orgulho, e o orgulho é sempre castigado cedo ou tarde, pela decepção e os malogros que lhes são infligidos.

– O poder da fé tem aplicação direta e especial na ação magnética. Graças a ela, o homem age sobre o fluído, agente universal, modifica-lhe a qualidade e lhe dá impulso por assim dizer irresistível. Eis porque aquele que alia, a um grande poder fluídico normal, uma fé ardente, pode operar, unicamente pela sua vontade dirigida para o bem, esses estranhos fenômenos de cura e de outra natureza, que antigamente eram considerados prodígios, e que entretanto não passam de conseqüências de uma lei natural. Essa a razão porque Jesus disse aos seus apóstolos: Se não conseguistes curar, foi por causa de vossa pouca fé.




A Fé segundo a Igreja Católica 


No Antigo Testamento, o termo “fé” é utilizado basicamente para expressar um relacionamento interpessoal com Deus. “Crer, de fato, significa, no AT, entregar-se a Deus (Gn 15,6; Ex 14,31; Nm 14,11), entregar-se à palavra salvífica de um Deus que conduz a história e que fez aliança primeiro com os pais e depois com ‘seu povo’, Israel” (Latourelle, 1994, p. 319).

Desde Abraão, a palavra de Deus já trata de crença e de fé.
Em Gn 22,1 a fé de Abraão é testada e esse, além de mostrar uma obediência fiel à voz de Javé, expressa também uma confiança firme em Deus (Gn 22,8-14). Aqui fé, obediência e confiança caminham juntas. O termo “fé” é utilizado para designar o ato de ser firme e fiel a algo. Trata-se ainda do ato de aceitar algo como firme ou verdadeiro.
Na Antiga Aliança, Deus se revela ao povo escolhido. Por amor, Javé revela-se a seu povo, esse do qual o próprio Senhor espera uma resposta pessoal, que se manifesta na adesão de Sua palavra e vontade, ou seja, na fé. A partir da revelação de Deus é que se torna possível ter fé.

Ao revelar-se, Javé muitas vezes utiliza-se de pessoas escolhidas para a transmissão de Sua palavra e plano de amor. Nesses eleitos, a palavra de Deus é reconhecida e aceita pela fé dos crentes. Ligando-se a esses mensageiros, os crentes unem-se em torno de um ponto único, formando assim uma comunidade, um povo eleito. Como em Moisés, onde o povo se une para libertar-se da escravidão do Egito, e assim receberem a terra prometida por Javé.

Com Moisés o povo de Israel aceitava sua história e experiência, mas também o fato de ele ser um enviado de Deus para ser seu guia. Professavam que esses guias eram homens de fé, ou seja, que eram verdadeiros e acatavam assim suas ordens.
Aqui novamente fé, obediência e confiança andam juntas, e levarão o povo eleito à pátria prometida. Os crentes devem dessa vez ter fé na pessoa do eleito de Deus e na palavra do Senhor, que se comunica pelos homens de Deus. A libertação da escravidão e a conquista da terra prometida tornar-se-ão o ponto central da fé do povo judeu. “O reconhecimento de tais benefícios para Israel e para todos os homens permanecerá sempre a essencial ‘confissão de fé’ do AT” (Lacoste, 2004, p. 719).
Outro sentido da fé era aquilo que dava segurança. Segundo o salmo 36, Deus é digno de fé, pois oferece segurança através de sua fidelidade. Daí tiramos outro sentido.

Fé era vista como fidelidade à algo, aqui a Javé. Ele próprio, como já vimos, é digno de fé por Sua fidelidade às promessas da aliança. O homem que for fiel à essa aliança, pela sua fé, será salvo (Hab 2,4). Por Deus ser fiel, no povo de Israel, “acredita-se então na palavra de Deus ou aceita-se sua autoridade” (Mackenzie, 1983, p. 341).

A fidelidade é de onde surge a fé, e é para onde ela deve ir.
Encontramos isso em Abraão. Ele e sua mulher, mesmo sabendo que não poderiam ter filhos, creram na promessa de Javé. Abraão aceitou a promessa com confiança e assim creu no poder, vontade e fidelidade de Deus (Gn 15,1ss). 

Referencia:





Fé segundo a Igreja Evangélica

Dado o sentido de "pela fé" no original grego, é mais acurado falar de fé como um instrumento do que uma condição da justificação e salvação, porque uma condição geralmente denota uma qualidade meritória por amor à qual um benefício é conferido. Somos justificados não meramente pela fé, mas pela fé em Cristo; não por causa daquilo que a fé é, mas por causa daquilo a que a fé se apega e recebe. Nós não somos salvos para crêr, mas por estar crendo. Na aplicação da justificação, a fé não é um construtor, mas um contemplador; ela não tem nada para dar ou alcançar, mas tudo para receber. A fé não é a base nem a substância de nossa justificação, mas a mão, o instrumento, o vaso que recebe a dádiva divina oferecida a nós no evangelho. "Assim como um mendigo, que estende sua mão para receber um pedaço de pão, não pode dizer que fez por merecer a dádiva que lhe foi concedida", escreveu Herman Kuiper, "também não podem os crentes afirmar que mereceram a justificação, só porque abraçaram a justiça de Cristo, graciosamente oferecida a eles no Evangelho". [13]

A distinção entre essas duas visões não é meramente semântica; é fatal considerar a fé como um pré-requisito que o pecador pode satisfazer por um ato de sua própra vontade para ser salvo. Num caso desse, o homem na realidade torna-se seu próprio salvador. Pior ainda, tudo depende então da pureza e força ou perfeição da fé do pecador. Ao contrário, a Escritura ensina que o que está em jogo é o próprio caráter da fé: a fé é uma obra do homem ou o dom de Deus? A questão é respondida decisivamente pelo Apóstolo Paulo: "Porque a vós vos foi concedido, em relação a Cristo, não somente crer nEle, como também padecer por ele" (Filipenses 1:29; veja também Efésios 2:8; ênfase adicionada). A justificação é recebida na forma de fé, visto que agrada a Deus justificar um pecador concedendo-lhe fé". [14]










terça-feira, 12 de março de 2013

"A felicidade e a Infelicidade vem de nós próprios" (Meng-Tse)


Felicidade e Infelicidade Relativas
920. O homem pode gozar, na Terra, de uma felicidade completa?
“Não, visto que a vida lhe foi dada como prova ou expiação; mas depende
dele suavizar seus males e ser tão feliz quanto é possível na Terra.”

921. Concebe-se que o homem será feliz na Terra, quando a Humanidade
estiver transformada; mas, enquanto isso, cada um poderá garantir para si uma felicidade relativa?
“O homem é, geralmente, o artesão da sua própria infelicidade. Praticando
a lei de Deus, ele se poupa de muitos males e se proporciona uma felicidade tão
grande, quanto o comporta sua existência grosseira.”
O homem que está bem compenetrado de seu destino futuro não vê na vida corporal
senão uma estação temporária. Para ele, é como um parada momentânea numa hospedaria
ruim; ele se consola, facilmente, de alguns aborrecimentos passageiros de uma viagem que
deve conduzi-lo a uma posição tanto melhor, quanto melhor tiver feito, antecipadamente, seus
preparativos.
Desde esta vida, somos punidos pela infração às leis da existência corporal, com males
que são a conseqüência desta infração e dos nossos próprios excessos. Se remontarmos,
gradativamente, à origem daquilo que chamamos de nossas desgraças terrestres, nós as
veremos, na grande maioria, como a conseqüência de um primeiro afastamento do caminho
reto. Através desse desvio, enveredamos por um outro caminho mau e, de conseqüência em
conseqüência, caímos na desgraça.

922. A felicidade terrestre é relativa à posição de cada um; o que basta para
a felicidade de um, constitui a infelicidade do outro. Há, entretanto, uma medida de
felicidade comum a todos os homens?

“Com relação à vida material, é a posse do necessário; com relação à vida
moral, a consciência tranquila e a fé no futuro.”



** Fonte de Pesquisa.: Livro dos Espíritos Allan Kardec pág. 295 e 296


Livro dos Espíritos (Allan Kardec)

“Não devemos ter medo dos confrontos, até os planetas se chocam, e do caos nascem as estrelas”


O medo é um sentimento natural que nos acompanha. Esse sentimento é necessário, pois nos serve de alerta para nossas impulsividades que muitas vezes nos fará sofrer. Mas quando ele paralisa nossas ações inibindo nossas iniciativas ele neutraliza  nossas melhores possibilidades, nossa criatividade, nossa intuição, nossas especulações para um aprendizado. Assim como o medo nos salva mediante um perigo eminente, ele pode nos levar a desastres irreparáveis.
 Desde sua criação, a humanidade é guiada pelo medo como forma inicial de proteção. Com a evolução este sentimento se transformou em  arma inibidora, utilizado por alguns, cujos objetivos políticos, sociais, capitalistas e até domésticos como forma de controle absoluto.
O medo nos impede quase sempre de nos enxergarmos como realmente somos, como se não houvesse possibilidade de sermos quem somos. Sentimo-nos sufocados por paradigmas que não condizem com a nossa realidade pessoal. E então a insignificância nos alcança, deixando-nos impotentes perante nós mesmos. Permitimo-nos sermos usados pelo desconforto de apontamentos de terceiros que comandam nossas vidas sem nos darmos conta do que realmente somos capazes. E assim ficamos aparentemente confortáveis, pois não nos sentimos responsáveis pelas nossas vidas.
 Tomar decisões sejam elas quais forem requer responsabilidade, compromisso com a verdade que acreditamos. Requer coragem, pois temos um preço a pagar pelas escolhas. Temos como hábito culpar os outros pelas nossas não escolhas e isso acarreta mágoas, decepções, e tristezas profundas. Portanto analisemos a nós mesmos, tenhamos coragem de conviver com nossos medos, sem contudo deixar que eles comandam nossas vidas.
 O apóstolo Pedro, por medo negou Jesus três vezes e o medo de Paulo de Tarso trouxe o evangelho para o mundo. Quais desses medos queremos vivenciar?
Pensemos sobre isto.

19/05/2012 às 20.20hs, por Mariza Martins Nunes.